Não sopra o canto do teu canto em que cantavas
essa história que contaste noutro dia
num daqueles em que o tempo não sorria
mas que em meu peito era luz e lá brilhavas
E eu dizia num múrmurio assobiado
que era amor o tesouro que guardava
e não restava gesto ou acto em que provava
que tu em mim eras mui mais que um triste fado
Mas a estrela, alva guia que me embala
não sorria ao caminho esperançado
nem à mão que pedia um tal momento
Fechou-se a lua, qual vestido numa mala
Trancou-se assim o sentir a cadeado
e nestas linhas sobram laivos de lamento...
Sem comentários:
Enviar um comentário