Não sopra o canto do teu canto em que cantavas
essa história que contaste noutro dia
num daqueles em que o tempo não sorria
mas que em meu peito era luz e lá brilhavas
E eu dizia num múrmurio assobiado
que era amor o tesouro que guardava
e não restava gesto ou acto em que provava
que tu em mim eras mui mais que um triste fado
Mas a estrela, alva guia que me embala
não sorria ao caminho esperançado
nem à mão que pedia um tal momento
Fechou-se a lua, qual vestido numa mala
Trancou-se assim o sentir a cadeado
e nestas linhas sobram laivos de lamento...
sexta-feira, 24 de maio de 2013
terça-feira, 14 de maio de 2013
Antes
Antes tinha jeito para escrever. Antes de ti. Tinha sempre aquele vazio incómodo que transformava optimista em sonho ou flagelo vivido e então depositva tudo com fervura na página branca. Sabia que assim tinha companhia, que ah, que bem que escreve, que hum, que bem que versa.
Todas as fases de vida em que amo, deixo de ter veia para a escrita. Ou veia, ou vaso, ou tempo, ou queda, ou algo que não sei explicar.
Dizes-me agora, escreve sobre a vida que tens...e eu penso...eu não sei escrever sobre a realidade porque a minha palavra é moda de fantasia, ou a não ser, é fruta proibida e apetecida da vontade de um 'tu' que não exisitia ainda.
Por isso, deixa-me silenciar as angústias da vida antes com beijos que com versos...já fiquei para poeira doutra forma, deixa-me agora ser éter contigo...
Todas as fases de vida em que amo, deixo de ter veia para a escrita. Ou veia, ou vaso, ou tempo, ou queda, ou algo que não sei explicar.
Dizes-me agora, escreve sobre a vida que tens...e eu penso...eu não sei escrever sobre a realidade porque a minha palavra é moda de fantasia, ou a não ser, é fruta proibida e apetecida da vontade de um 'tu' que não exisitia ainda.
Por isso, deixa-me silenciar as angústias da vida antes com beijos que com versos...já fiquei para poeira doutra forma, deixa-me agora ser éter contigo...
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