A falta de inspiração para escrever aqui tem sido tema sobre o qual tenho reflectido. Existe uma razão óbvia que me assenta como quase única - não há 'amor' como o primeiro. Neste caso o primeiro blog. Este é uma 2ª tentativa, mas falta-lhe aqui a inconsciência e tontura da paixão, do vómito aberto de emoção, da escrita desenfreada do poema, da inconsequência da exposição da memória dos afectos.
O primeiro era um voar livre de efeitos duvidosos, em que a inocência e leviandade lhe baptizou o fim anunciado. Quem diz o que quer...
Escrevi numa contra-capa que 'quem me matar as palavras está a despir-me de sonhos'.
Li recentemente num blog que me entretém, uma alusão à dor enquando motor de busca e bandeira de ser. Assumo parte dessa verdade. Quando sou infeliz escrevo mais. Infeliz, leia-se de coração vazio. É verdade. Sou mesmo assim.
Ora para quem gosta de escrever isto reveste-se de estranheza. Não quero ser 'infeliz' assim como se de condimento essencial se tratasse para produzir umas linhas. Quero aprender a felicidade nas palavras da ausência dos vazios. Não sei se sou mais egocêntrica quando estou ôca e por isso mais inspirada. O que sei é que este caminho não é fácil. É quase como se tivesse uma mordaça nos dedos e nos solfejos que lanço assim, directos, sem grande elaboração mental. Mental...se calhar é isto mesmo. Escrever com a cabeça não é o mesmo que escrever com o coração. Obrigado cabeça, porque me teres feito sentir esta verdade.
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