Passamos a vida a queixar-nos das rotinas . Maldizemos o despertador da manhã, o trânsito para o trabalho, a conversa fiada do chefe, a ironia dos colegas, a falta de sorrisos da senhora do café, a ausência de cortesia ou o excesso da mesma. A verdade é que se não fosse a rotina certamente que a nossa vida era uma autêntica parafernália de desordens a todos os níveis e poucas cabeças e corações se aguentariam sem a linha orientadora da rotina que por mais chata que pareça, confere coragem para enfrenter a incontornável passagem do tempo.
Contudo, porque a cadência tamém entontece e inovar é uma forma de equilíbrio, chegamos aos dilemas.
Não basta sabermos o que nos cansa, é necessário escolher outra via. Há escolhas simples, como mudar nem que seja em 200 metros o caminho que fazemos entre tarefas do dia.
Há escolha dificeis, sobretudo quando se trata de escolher entre o que se tem e o que se imagina.
A lucidez devia ser sempre uma aliada e não uma miragem.
Talez o segredo para alguma paz de espírito seja saber viver com esta dicotomia...Talvez.
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